3 de março de 2011

Guerra no Oriente sem trégua

Khadafi determina desativação do serviço de internet da Líbia

A internet foi considerada uma das maiores aliadas dos líbios na revolução contra o governo ditatorial de Muamar Khadafi. Quem assegurou isso, de forma implícita, foi o próprio líder militar, que está no poder desde 1969, reprimindo violentamente protestos oposicionistas. A pressão que vem das ruas do centro da capital do país, Trípoli, é grande.

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Pelas redes sociais, o povo da Líbia divulgava vídeos e outras informações sobre as atrocidades cometidas a mando de Khadafi contra estudantes e trabalhadores que contrariavam as imposições que recebiam. O Twitter, por exemplo, foi a ferramenta que permitiu que, em qualquer lugar, e dentro de segundos, graves denúncias de todos os tipos chegassem à emissoras de televisão e jornais, para ganhar o conhecimento de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo.

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O estopim da ditadura vivida naquele país foi alcançado no final de fevereiro, quando Khadafi ordenou que fosse desativado o serviço de internet da população. O objetivo era evitar a má repercussão das ações do seu governo no combate aos milhares que protestavam em vias públicas. E, para evitar repercussão, nada melhor do que determinar que ninguém veja os acontecimentos.

No entanto, o prejuízo não chegou apenas aos lares dos protestantes. Empresas, indústrias, órgãos de segurança, de saúde e todas as áreas de trabalho do governo líbio sem utilizar o serviço da rede mundial de computadores durante dias. Além, é claro, dos veículos de comunicação.

A atitude de ‘calar’ toda uma população refletiu no sistema ultrapassado de ditadura e regime militar que fez da Líbia um país conhecido mundialmente pelas denúncias de repressão radical à população. Tudo sendo determinado há mais de quatro décadas pela mão de ferro de um homem chamado Muamar Khadafi.

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