9 de novembro de 2011

Desconstrução de matéria de jornalismo on line

Matéria analisada do site G1, da Globo:

MEC confirma que questões vazadas eram de pré-teste de Enem

Foto: Reprodução/G1


Características:

- Uso de vídeo, aproveitando bem um recurso disponível apenas pela internet e pela televisão. Neste caso, foi aproveitada a reportagem de TV que foi ao ar cerca de quatro horas antes, no Jornal Hoje, da Rede Globo.

- O compartilhamento do assunto pelas redes sociais e sites de relacionamento alcançou ótimo resultado. Foram 272 tweets enviados pelo microblog Twitter e aconteceram 1 mil recomendações da matéria no Facebook. Além disso, a repercussão da notícia provocou o envio de 177 comentários com opinião dos internautas.

- Texto considerado longo para a internet, já que o leitor precisa de quatro rolagens de tela para ler o conteúdo na íntegra. No jornalismo on line são recomendadas de duas a três rolagens de tela para não cansar o leitor.

- Uso de três links estruturais em uma caixa “in box” à esquerda, que ajudam o leitor a compreender o contexto do assunto: vazamento de provas do Enem.

- À direita, uma caixa “in box” traz matérias com amplitude maior, relacionadas na categoria “Vestibular e educação”.

- Fontes da notícia:
Quem “fala” através da matéria é o Ministério da Educação. A matéria tem como base a nota do MEC que confirma que as questões do Exame Nacional do Ensino Médio que vazaram estavam no pré-teste aplicado no Colégio Christus, em Fortaleza (CE), em outubro de 2010.

- Impacto político:
É confirmada, por meio da matéria, a falta de credibilidade adquirida pelo ENEM junto aos alunos de todo o País. Pelo terceiro ano consecutivo, parte das questões vazaram antes da prova. Os erros causaram um desgaste do político do governo federal e do ministro Fernando Haddad, inclusive para o lançamento de novos projetos em outras áreas.

26 de outubro de 2011

Produção de notícias para leitura em tablets

Matéria analisada:
Orlando Silva deixa o Ministério do Esporte, do G1.

> Versão na internet

> Versão mobile

Tarefa 1
Diferenças identificadas entre a versão internet e a versão mobile:

- O texto foi disponibilizado na versão internet e na versão mobile com o mesmo tamanho. Na versão internet, foi preciso cinco rolagens de tela para ler a matéria completa.

- A versão mobile não oferece links de compartilhamento do assunto, o que diminuiu o poder instantâneo de repercussão da aguardada demissão do ministro Orlando Silva.

Já a versão na internet oferece as opções ‘Comente agora’, ‘Tweet’ (para postar no Twitter) e ‘Recomende’ (para postar no Facebook).

- Na tela do computador, assim como no tablet, é possível assistir a vídeos das matérias, que muitas vezes trazem mais informações sobre um assunto do que o texto lido antes. No caso analisado, nenhuma das versões utilizou o recurso até o momento, cerca de 1h20 depois da publicação.

- Na internet há uso de links estruturais, que conduzem o leitor a outras duas matérias relacionadas ao mesmo assunto: a demissão do ministro dos Esportes. Elas aparecem listadas verticalmente em uma caixa box em meio aos parágrafos, com a chamada ‘Saiba mais’. No lado direito, uma lista maior, também vertical, traz informações sobre política.

- As duas versões apresentam links associativos, ‘embutidos’ em uma palavra ou frase, e que levam o leitor a entender um assunto já abordado recentemente sem ter de apresentá-lo em parágrafos na matéria atual. A versão na internet apresenta 12 links associativos, enquanto a versão mobile apresenta apenas um no caso analisado.

Tarefa 2
Matéria construída para a versão mobile:

VÍDEO: Dilma aponta erros que provocaram a queda de Orlando Silva
Presidente do Brasil fala pela primeira vez sobre o escândalo no Ministério dos Esportes

A presidente Dilma Rousseff acaba de falar pela primeira vez sobre os erros que provocaram a demissão do ministro dos Esportes, Orlando Silva, na semana passada. Cinco dias depois de nomear o deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB-SP), Dilma convocou a imprensa para uma entrevista coletiva que classificou como “uma conversa para dar satisfação ao povo brasileiro”. O suposto envolvimento de Orlando Silva em irregularidades na aplicação do programa Segundo Tempo foi o tema central da entrevista.

Assista ao vídeo com os principais trechos:



Tarefa 3
A matéria foi pensada desta forma para que o usuário de tablet não precise rolar a tela por diversas vezes para ler a matéria. Optei por redigir um parágrafo de apresentação do assunto e logo disponibilizar um vídeo que mostra a chefe do Poder Executivo no País falando sobre a saída do quinto ministro do Palácio do Planalto em 2011.

O vídeo tem o recurso de hipermediação, pois mostra que o veículo de comunicação estava no local da entrevista e acompanhou de perto o que a maior referência no assunto tinha a dizer sobre o escândalo nos Esportes. O vídeo dá ‘vida’ á notícia e tenta persuadir o leitor de que o assunto é interessante.

19 de outubro de 2011

Imediação e Hipermediação

Imediação
Como exemplo, podemos citar um jogo de voleibol praticado em duplas sem a utilização de uma quadra. O local usado é uma sala em que, uma das paredes, tem um telão capaz de detectar movimentos dos participantes em três dimensões. Os participantes são separados por uma linha vermelha marcada no chão. Olhando para o telão, as duplas podem acompanhar a chegada da bola pelo alto para o início da partida. Enquanto um lado da rede dá o saque inicial, o outro acompanha a direção da bola, para devolver o saque e dar continuidade ao jogo. Assim como nas partidas reais, quem deixar a bola cair permite que o adversário marque ponto. Uma partida dura três sets de oito pontos cada um.

A prática dos movimentos corporais semelhantes aos de uma partida real, assim como a atenção dedicada ao movimento do adversário, faz com que o receptor fique bem próximo do objeto. Esta situação de simulação do real consegue apagar, em parte, a mediação provocada pelo uso de um telão.

Hipermediação
Como exemplo, podemos citar uma sessão de cinema aparentemente normal, com um telão de grandes dimensões exibindo uma história aos espectadores. O diferencial é que, após alguns minutos, os personagens “saem” da tela e dão início a uma série de momentos de interação com os espectadores. Por várias vezes, durante a sessão, os “atores de carne e osso” percorrem as filas de poltronas, roubam o pote de pipocas dos espectadores, conversam com eles, atendem ligações de telefone e reproduzem outras situações do cotidiano em meio à platéia.

O sistema de iluminação da sala de cinema provocou um cenário de ilusão de ótica para que os espectadores, inicialmente, vissem o telão como um outro qualquer. Foram usadas camadas de vidros laterais com alto poder de reflexão de luz branca para que isso acontecesse.

A situação proposta é oposta a anterior. Neste caso, a mediação foi supervalorizada. Ou seja, o telão comporta “os atores de carne e osso” apenas por alguns minutos, depois os libera para promover a interação com o público espectador.

2 de outubro de 2011

Atividades sobre o Facebook

> Atividade 1
Como o Facebook atua com relação à informação na sua rede? Que tipo de capital social está aparecendo? Explicar.


Entre os mais de 1,1, mil amigos que fazem parte da minha rede no Facebook, estão estudantes de Jornalismo, jornalistas e fotógrafos. Avaliando os textos, links, fotos e vídeos postados por eles, vejo que usam o Face para tratar de assuntos que fujam da sua rotina. Ou seja, preferencialmente, não usam a rede para lançar notícias de última hora e informar os amigos-leitores sobre assuntos que foram repercutidos pelos veículos de comunicação em que trabalham.

Uma passagem pelo perfil do fotógrafo de Zero Hora, Nauro Júnior, exemplifica isto. Com bom humor, ele costuma dividir situações cômicas do seu dia-a-dia e opiniões com os amigos. Suas postagens geralmente recebem muitos comentários e são bastante “curtidas” pela rede. O status abaixo, juntamente com um vídeo anexado, foi postado no dia 30 de setembro:

“Prefeito da Lituânia passa de Tanque de Guerra por cima de carro que estacionou em uma Ciclofaixa. Se o Fetter fizesse isto, o trânsito melhorava em Pelotas.”

Capital social: visibilidade, popularidade e suporte social
Com mais de dois mil amigos no Facebook, Nauro ganhou visibilidade e conquistou popularidade, muito pelas frases (e fotos) que se aproximam da rotina dos amigos que estão na rede. Suas postagens possivelmente atraem maior atenção do que as dos demais usuários. Com isso, ele passa a contar com um suporte social, já que se aproxima dos amigos a partir das suas publicações.

O caso do perfil SOS Animais de Pelotas
Analisando outro perfil que faz parte da minha rede, o SOS Animais Pelotas, podemos conferir um capital social construído a partir de mensagens e campanhas de proteção aos animais, o que faz com que os cinco mil amigos da rede permaneçam mobilizados por uma causa. Um exemplo disso foi a postagem de um convite para audiência pública na Câmara de Vereadores, para tratar da morte de um cão e o ataque a outro na Cohab Fragata, no dia 1º de outubro. O status teve 15 compartilhamentos e foi “curtido” por 21 pessoas em pouco tempo. Aparece, neste caso, capital social com valor de suporte social. Já que a presença de animais abandonados na rua, antes de tudo, é um caso de saúde pública.


> Atividade 2
De que forma podemos usar o Facebook para práticas jornalísticas? Aponte os valores (capital social) construídos pela rede.


Veículos de comunicação podem usar o Facebook para antecipar aos leitores os assuntos que serão repercutidos nas próximas horas. Ou seja, antes do repórter iniciar a redigir um texto que será publicado em breve, a editoria já pode usar a rede para postar o status “Câmara de Vereadores aprova aumento do vale-transporte para estudantes. Mais informações em breve.”. Com isso, os leitores permanecerão atentos à versão on line do jornal aguardando, para qualquer momento, a matéria na íntegra.

Outra opção também é fazer com que os repórteres tenham acesso à conta do perfil do jornal e possam realizar postagens com imagem e texto curto diretamente dos lugares em que estiverem trabalhando. Por exemplo:

“Tentativa de assalto no shopping Praia de Belas deixa vitrines destruídas”
Com foto dos prejuízos causados pelos criminosos.

Enquanto a redação no jornal apura as informações, o caso já ganha repercussão no Facebook. Os leitores já podem construir ali mesmo um canal de discussão sobre a fragilidade da segurança em um lugar de circulação de pessoas com alto poder aquisitivo. Quem preferir, ainda pode ir até a página do jornal logo mais e acompanhar a matéria completa. E opinar sobre o assunto novamente.

Usar o Facebook para atrair os leitores até o site do jornal é uma boa estratégia. Mas talvez o mais interessante seja preparar conteúdos especiais para serem usados na rede. Disponibilizar, por exemplo, enquetes com opção de respostas abertas, por meio de comentários que apresentem na íntegra a opinião do leitor, promovendo interação mútua com quem está do outro lado da tela.

Por exemplo:
“Você já se sentiu inseguro ao chegar ou deixar o shopping Praia de Belas? Conte como foi sua experiência!”

Em vez de o leitor ir até o site para participar do assunto, pode se formar um canal de discussão no perfil do jornal no Facebook, com debates que poderão ser compartilhados com os demais amigos em um clique. Isso daria visibilidade e popularidade ao jornal, por meio de capital social com valor de informação. E de suporte social também, já que se pode discutir sobre a qualidade da segurança pública oferecida nas ruas de uma Capital.

28 de setembro de 2011

Criação de grupo no Facebook

O grupo no Facebook tem o nome de 'Conectores de Barabási'.

> Clique e acesse a página!

Membros do grupo: Diego Vilela e Marcelo Pires.

20 de setembro de 2011

Tarefas do dia 17 de setembro

Tarefa 1: Criação de um meme
Aproveitei o dia 20 de setembro, data em que se ‘comemora’ a derrota na Revolução Farroupilha, para criar um meme com imagem e texto que reforça o sentimento que todos os gaúchos queriam transmitir naquele momento:

Usei o Facebook para divulgar a mensagem. Ao observar a propagação, 10 pessoas curtiram a mensagem e um amigo compartilhou a mensagem na íntegra com seus amigos.

O meme criado:

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo!

20 de Setembro!
Orgulho de ter nascido no Estado mais politizado do País!




> Para conferir o meme no Facebook

*Cumpri a tarefa sozinho. Não consegui entrar em contato com um colega.

Tarefa 2: Modelo de rede no Twitter
Minha conta no Twitter (@RaveLela) apresenta modelo de Redes Sem Escala. De acordo com Barabasi, minha rede tem conectores, chamados de hubs, que são pessoas da área de Jornalismo que possuem muita popularidade e visibilidade. Boa parte delas traz informações relevantes a partir do veículo de comunicação em que trabalha.

Mantenho conversação com uma pequena parte da rede de amigos, o que caracteriza minha rede no Twitter como Associativa. Ou seja, ela não mantém relacionamento, já que a maioria dos amigos apenas fazem parte da minha rede.

14 de setembro de 2011